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Você sabe quais são os principais indicadores financeiros que sua empresa deve acompanhar? A Rkita conta para você!

O acompanhamento de indicadores financeiros é uma atividade indispensável na gestão de qualquer negócio. Acontece que, entre tantas opções de métricas disponíveis, pode ser difícil identificar quais delas são as mais relevantes.

Ao mesmo tempo, pode não ser tão intuitivo reconhecer quais as principais vantagens e desvantagens de cada indicador, assim como seu método de apuração. 

A boa notícia é que preparamos um conteúdo completo sobre o tema com seis opções incríveis de indicadores financeiros aplicáveis à realidade de qualquer negócio. Traremos métricas atreladas a receitas, margem de lucro, endividamento, qualidade das operações e muito mais. Confira!

Receita Bruta (ou Vendas Brutas)

O cálculo da receita bruta é um dos mais simples e diretos para aferir o desempenho de seu negócio. Afinal, a capacidade de gerar receitas sempre será um retrato da performance financeira de uma empresa. 

Como o próprio nome sugere, trata-se de um indicador financeiro voltado à contabilização das vendas de produtos e serviços sem haver a dedução de custos operacionais e demais despesas indiretas.

Vantagens:

  • Fácil de calcular e compreender.
  • Indicador direto da capacidade de gerar vendas.

Desvantagens:

  • Não considera custos, despesas e outras deduções, podendo dar uma visão superficial do desempenho financeiro.

Lucro Líquido

Como já mencionado, quando tratamos de receitas, nem sempre teremos uma visão fidedigna do desempenho financeiro do negócio. O mais recomendado, portanto, seria aferir o que chamamos de lucro líquido

Neste caso, estamos falando do lucro gerado pela operação da empresa após a dedução de todas as despesas, incluindo impostos, juros bancários e demais centros de custos.

Vantagens:

  • Reflete o desempenho financeiro real da empresa.
  • Considera todas as despesas e receitas.

Desvantagens:

    • Pode ser influenciado por eventos não recorrentes.
    • Requer um controle rigoroso das despesas e receitas.

Margem de Lucro Líquido

A margem de lucro, por sua vez, seria um refinamento dos indicadores financeiros apresentados até aqui. Por meio dessa métrica, conseguimos identificar a proporção percentual do lucro em relação às receitas. 

Ou seja, o empreendedor passa a ser capaz de reconhecer quantos por cento do fluxo financeiro gerado em determinado período de referência será convertido em lucro. 

Tal expressão pode ser calculada da seguinte forma:

(Lucro Líquido / Receita Total) x 100.

Vantagens:

  • Permite comparações de lucratividade entre empresas de diferentes tamanhos.
  • Ajuda a identificar eficiência operacional.

Desvantagens:

  • Pode ser influenciada por mudanças na receita ou nas despesas que não refletem a eficiência operacional.

EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation, and Amortization)

A EBITDA é uma velha conhecida de muitos empreendedores. Para quem nunca ouviu falar do termo, trata-se de um indicador padrão, voltado para a identificação do lucro operacional apurado antes da incidência de juros, impostos, depreciação e amortização.

O olhar sob tal perspectiva é relevante, uma vez que permite a realização de comparações sobre lucratividade e desempenho financeiro entre empresas dos mais diversos setores e regiões, sendo especialmente utilizado para a análise de companhias listadas nas bolsas de valores pelo mundo.

Vantagens:

  • Foca na performance operacional, excluindo itens não operacionais.
  • Útil para comparar empresas em diferentes setores ou regiões.

Desvantagens:

  • Ignora custos de financiamento, impostos e despesas não operacionais.
  • Pode ser enganoso se usado isoladamente.

Fluxo de Caixa Operacional

Ainda que você não seja um especialista em indicadores financeiros, certamente existe um olhar especial para o fluxo de caixa de sua empresa. Afinal, sem o acompanhamento das “entradas” e “saídas”, o empreendimento corre o risco de não conseguir honrar seus compromissos financeiros dentro dos prazos estabelecidos. Justamente por tal motivo o fluxo de caixa operacional é tão importante.

E, para calculá-lo, existem diversas abordagens. A mais simples delas diz respeito a identificar as receitas e despesas geradas em determinado período de referência. Outra metodologia bastante utilizada é o fluxo de caixa projetado, na qual temos a realização de uma estimativa dos recebíveis e das contas a pagar para os meses seguintes, algo capaz de conferir uma maior previsibilidade para a gestão financeira do negócio.

Vantagens:

  • Indica a capacidade da empresa de gerar caixa suficiente para sustentar operações e crescimento.
  • Identificação de sazonalidades na geração de receitas e despesas.

Desvantagens:

  • Pode variar significativamente de um período para outro.
  • Não inclui fluxos de caixa de investimentos e financiamentos.

Endividamento

Por último, e não menos relevante, temos o nível de endividamento empresarial. Naturalmente, empresas que contabilizam dívidas, sobretudo dívidas bancárias, precisam monitorar de perto este passivo. 

Nesse sentido, a metodologia mais adequada a ser aplicada é a comparação percentual entre o volume da dívida e do patrimônio da companhia. Ou, ainda, uma comparação percentual entre dívida e receita bruta anual.

Vantagens:

  • Ajuda a entender o nível de risco financeiro da empresa.
  • Importante para credores e investidores.

Desvantagens:

  • Pode não refletir a capacidade de pagamento de curto prazo.

Como você pôde conferir ao longo deste conteúdo, existe um extenso rol de indicadores financeiros a serem explorados na hora de medir a performance das finanças de seu negócio. Fique atento às principais vantagens e desvantagens de cada um deles, tendo a clara noção de que a combinação de diferentes métricas pode ajudar a construir um diagnóstico completo. 

E para conferir mais dicas sobre gestão financeira de seu negócio, continue acompanhando novos conteúdos em nosso blog.

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